sexta-feira, 23 de outubro de 2015

É preciso mudar

Estamos vivendo tempos realmente difíceis. Tenho visto cada coisa na internet, nos últimos dias, que tem me deixado profundamente triste e desacreditada. O que está acontecendo com as pessoas? O maior acesso à informação não deveria trazer ao conhecimento as tantas diferenças que temos, e assim fazer com que compreendamos essas diferenças e respeitemos mais uns aos outros por elas?

Mas não. Parece que a internet só tem alimentado um instinto animal e desumano que eu nem sabia que era capaz de existir nas pessoas. É tão absurdo tudo o que está acontecendo que eu não sei nem como reagir.

É PL sendo aprovada para dificultar atendimento às vítimas de estupro. É homem nojento e pedófilo querendo transar com uma menina de 12 anos que está num programa de tv. É homem fazendo piada sobre estupro e pedofilia. É "gente" culpando as vítimas pelo assédio. É negro sofrendo todo tipo de preconceito, sendo morto, impedido de frequentar locais públicos. É ódio, muito ódio. Por tudo aquilo que não se enquadra no padrão macho branco heteronormativo. É misoginia, LGBTTfobia, racismo, pedofilia, feminicídio, intolerância religiosa. É gente pedindo a volta da ditadura. É elitismo, exclusão, egoísmo. E mais tantas outras coisas que vejo na internet ou presencio todos os dias.

Eu realmente não sei mais o que pensar. O que está acontecendo? Não somos mais pessoas? Não existe empatia? Respeito? Cordialidade? Compreensão? Gentileza? Onde foram parar essas coisas? Estamos voltando no tempo? A minha impressão é de que, quanto mais a ciência avança, mais os seres "humanos" recuam. Estamos cavando um poço, fundo, mas tão fundo, que daqui um tempo não haverá mais luz.

Mas não estou aqui para ficar analisando e julgando o mundo atrás da tela do computador. Estou aqui para dizer que estou tentando fazer a minha parte, e também quero que você, que está lendo, faça a sua. Não silenciando a todas as coisas erradas que vemos. Falando. Ouvindo. Desconstruindo. Conversando. Explicando. Sejamos agentes de mudança. Mas, para isso, primeiro precisamos mudar a nós mesmos! Prestando mais atenção nas nossas atitudes, nossos pensamentos. Se colocando no lugar do próximo. Se vendo na situação do outro. Tendo EMPATIA. Não fazendo a ninguém, o que não gostaríamos que fizessem conosco! Esse deveria ser o princípio básico a seguirmos.

O mundo já está cheio de juízes. Sejamos quem atue para fazer a diferença.

Se queres mudar o mundo, mude primeiro a ti mesmo!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Podes ficar, Sol

Olá, Sol! Há quanto tempo não te via por estas bandas do sul! Vim te dizer que estamos sentindo muito a tua falta por aqui. A tua amiga, a Chuva, não vai embora. Não que ela não seja bem-vinda, inclusive estão precisando dela em muitos lugares! Mas aqui ela já está por tempo demais... e nada, em demasia, nem mesmo você, Sol, faz bem!

Estou escrevendo para dizer que você pode ficar por mais tempo, não precisa ser visita não... Fiquei sabendo que só vai aparecer hoje e depois vai sumir de novo. Acho melhor tu e a Chuva se combinarem, pois estão ficando por tempos errados nos lugares!

Enfim, Sol, só queria dizer que estava com saudades, aparece mais vezes, por favor!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Triste episódio no futebol feminino



Na última quarta-feira aconteceu um episódio muito absurdo no futebol feminino. Durante um jogo do Campeonato Brasileiro, SEIS jogadoras desmaiaram durante a partida. Isso mesmo: SEIS. O jogo era às 15h, no Piauí!! A temperatura passava dos 40ºC!

Mesmo com os dirigentes dos clubes pedindo a alteração do horário, devido às condições, a CBF não mudou. Deu no que deu. A partida teve que ser cancelada, aos 38' do segundo tempo, por INSUFICIÊNCIA de atletas, porque elas não tinham condições físicas de voltar a jogar. Isso é desumano!

A despreocupação, falta de estrutura e visibilidade no futebol feminino me desanimam muito. Fora o fato da CBF estar cagando e andando para as atletas, o time visitante ainda chegou pouco antes da partida e mal teve tempo pra almoçar. Olha que coisa absurda! Que condições tinham essas atletas para jogar?? O pior de tudo isso, é o depoimento de um dos médicos da confederação, que as atletas precisam estar mais bem preparadas para que este tipo de coisa não aconteça. E o coordenador da confederação também: "os clubes precisam se preparar para enfrentar todo tipo de adversidade".

Adversidade? A culpa é das atletas por desmaiarem? Fala sério! E se isso fosse no Campeonato Brasileiro masculino? Que escândalo seria. Primeiro que este tipo de coisa nunca aconteceria, já que a infraestrutura dos clubes e dos atletas é ridiculamente maior. Mas me entristece, saber que atletas profissionais passam por esse tipo de situação, e pior ainda, a maioria das pessoas nem fica sabendo. A grande mídia não está nem aí. Espero que isso mude um dia, mas acho bem difícil.

Segue o link da matéria na Folha de São Paulo: http://m.folha.uol.com.br/esporte/2015/09/1685886-seis-jogadoras-desmaiam-em-partida-do-campeonato-brasileiro-no-piaui.shtml
Jogadoras desmaiadas no Piauí

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Trabalho novo, inspirações futuras

Troquei de estágio. Este é oficial, com crachá, vale-refeição, vale-transporte, e ainda conta créditos para minha faculdade. Tava na hora já, queria sair do meu antigo estágio, pois já estava há mais de um ano e também me incomodando um pouco. Além do mais, já estou no 5º semestre, o curso tem 8 no total, e eu precisava de créditos de estágio.

Comecei há dois dias. Trabalho no marketing de uma empresa de comunicação, um grupo de editoras de livros. É uma livraria, só que de livros mais acadêmicos. Estou fazendo a divulgação nas redes sociais dos livros novos que chegam, administro cinco páginas no Facebook, fazendo os materiais para postagens. É basicamente apresentar os livros que chegam à livraria e "ressuscitar" os antigos, para que sejam vistos novamente. Estou gostando bastante, pois leio, bem pouco que seja, sobre os diversos assuntos dos livros que chegam até mim, para poder falar sobre eles.

É um estágio bem legal, as pessoas são bem legais, o clima também, apesar de ter bastante trabalho. Estou até mais motivada no meu cotidiano, pois esta foi uma mudança bem positiva. Inclusive me fez pensar sobre meu futuro profissional. Estou curtindo bastante o trabalho, gosto do que faço, mas não é o que eu realmente gostaria de fazer. Ainda é um trabalho.

Meu objetivo de vida é trabalhar em algo que não pareça um trabalho. Algo que eu realmente curta, que realmente tenha vontade de ir lá e fazer. Jornalismo não é assim pra mim. Eu gosto, mas não é aquela coisa, aquele sentimento de realização. Estive pensando sobre o que me faria levantar animada todos os dias e ir trabalhar adorando o que faço. A resposta foi justamente o motivo pelo qual escolhi jornalismo: futebol.

Não tem nada que eu goste mais de fazer do que qualquer coisa que envolva futebol. Para quem não sabe, quando fui escolher a faculdade, não consegui pensar em nada que fosse muito diferente disso. Escolhi Educação Física e fiz vestibular direto do ensino médio para a Ufrgs, mas não passei. Então ingressei num cursinho e resolvi fazer Jornalismo, para trabalhar na área esportiva. Apesar de mais concorrido, passei.

Porém, me sinto meio acuada. Sei lá, parece que não sei o suficiente. Não sei o nome de todos os jogadores, de todos os times. Me parece que para ser jornalista esportiva, é preciso ser uma enciclopédia ambulante. Fora o fato de eu ter meu espaço bem reduzido por ser mulher. Enfim, não sei como seria se fosse uma jornalista nessa área. Acho que no fim não trabalharei em algo relacionado à minha formação.

Eu gosto do futebol como esporte em si, adoro jogar, amo torcer pelo meu time. Adoraria trabalhar em qualquer setor pelo Internacional. Gostaria muito de ser técnica de algum time, quem sabe, ter uma escolinha. Uma escolinha de futebol feminino. Cara, isso realmente me deixaria muito feliz, e eu jamais precisaria trabalhar.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A parceira pisciana

Pela primeira vez li um texto sobre meu signo que tenha me contemplado tanto quanto este. Me identifiquei bastante. Segue:

Como são verdadeiras românticas, as piscianas geralmente estão apaixonadas - um ser humano, ou por um sonho, uma visão criativa, uma causa, ou até por Deus. Está na natureza pisciana doar. Para elas é impossível pensar em viver uma vida a sós, ao menos que seja o tipo de solidão que o viajante espiritual solitário escolhe em troca de algum tipo de união.

Há sensibilidade, suavidade e empatia em abundância na pisciana, embora algumas delas temam sua própria necessidade e tenham uma aparência fria. A maioria dos peixes coloca os outros em primeiro lugar e oferece seu carinho e afeição generosamente. Algumas delas comportam-se como prima donnas e exigem atenção constante em cenas dramáticas, ou passam por vítimas profissionais para que todos simpatizem com seus problemas. Independente de suas ações externas, as piscianas sentem as coisas profundamente.

Quando amam, as piscianas estão com você 100%, mas não necessariamente amanhã ou ano que vem. Promessas de fidelidade e garantias de constância no amor não fazem parte da natureza pisciana. No entanto, o amor está lá hoje, agora, nesse momento, e há uma abundância dele. E, se você contar vários momentos, um após o outro, poderá descobrir que foi por uma vida inteira.

Piscianas sentem empatia por quase todo mundo, e tão rápido, que seus motivos são muitas vezes mal interpretados. Eles não estão realmente "se jogando", estão ouvindo com simpatia. Não é possível possuir piscianas. Sua resposta flui com tanta facilidade aos outros que é melhor você se acostumar.
Essa não é uma parceira que se sente atraída por uma só pessoa.tampouco fica interessada em todo o mundo. Sua moral também é sua; descubra como são antes, para não se surpreender depois. Mas o curioso desapego pisciano fica evidente quando ela tem problemas. Quando a parceira pisciana diz que uma simples "paquera" não foi nada, ela não foi nada e será melhor que ela não signifique nada para você, tampouco. Se você é do tipo possessivo, procure um outro signo.

Piscianas podem ser tecnicamente fiéis, mas sua imaginação não o é, e nunca será. Apesar disso, a parceira pisciana é capaz de uma profundidade de compreensão e de comunhão inigualável em qualquer outro signo. O pisciana tem como característica a impossibilidade de sua essência ser possuída, independente de quanto você a conhece. Alguma parte dela pertencerá ao cosmos e não a você. A parceira pisciana poderá revelar quarenta e cinco dos sessenta e oito seres que ela descobriu dentro de si naquela semana. Contente-se com isso. Haverá sonhos e visões sobre os quais você nem ouvirá falar.

Fique perguntando a uma pisciana o que ela está pensando quando ela ficar com aquele olhar vago e sonhador e você a deixará louca e nunca obterá as respostas satisfatórias. A verdade é que ela provavelmente não sabe; ela só "viajou" um pouco e agora está de volta de novo. Muitas das formas de comunicação das piscianas são não-verbais. Tente forçá- la a declarações ou explicações rígidas e isso será como segurar um monte de água - irá escorrer entre seus dedos e irá embora.
"Evasivo" é um adjetivo freqüentemente usado para descrever Peixes, assim como "enganoso". Mas isso não inclui uma desonestidade calculada nem segredos deliberados. Quando você está diante de trinta coisas diferentes, como consegue explicar uma só? Como articular sentimentos que mudam mais rápido do que o tempo que leva para se dizer "camaleão"? Peixes podem ser parceiras evasivas.

Aceite os sentimentos como vêm e deixe-os ir embora quando forem.
Muitas pessoas ficam magoadas com suas piscianas, não porque o signo seja insensível ou incapaz de devoção, mas porque esperam ouvir delas coisas como: "eu te amarei para sempre!" e isso não faz sentido para uma pisciana. No entanto, se você conhecer o mundo o suficiente, e aceitar as oscilações do amor, ao invés de exigir estabilidade, nadar no mar morno das afetos piscianas poderá ser o relacionamento mais curativo e transformador que você terá em toda sua vida. Lembre-se de nunca passar por cima daqueles sonhos do outro mundo e de suas visões intuitivas, ou de nunca pensar que compreendeu completamente a natureza complexa de Peixes, pois quando você acabar de fazer isso, ela mudará.

Se você não gosta de mudanças, escolha um outro signo. Se você gosta de regiões inexploradas, montanhas a serem escaladas, futuros tantalizantes e enevoados e castelos mágicos com tesouros inexplorados, então siga os Peixes pelas correntes oceânicas. Só não pense que você está com uma só pessoa. Você tem milhares em uma só. Que maneira melhor para se aprender a viver?

A quem tiver interesse sobre o seu signo é só acessar www.astrolink.com

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Só devo a mim mesma

Recentemente tive uma breve experiência "amorosa" bem tensa, com a qual nunca tinha vivido antes nesse meu pouco mais de um ano solteira.

Conheci um rapaz numa festa, bem respeitoso, me tirou pra dançar, conversamos e tal. Não ficamos, mas ele pegou meu contato. Enfim, depois de algumas conversas por celular, saímos para nos conhecermos. Conversamos bastante, parecíamos ter várias ideias em comum. Até cogitei em seguir em diante, para algo não mais sério, mas mais padrão de relacionamento. Tipo sair várias vezes com a mesma pessoa, coisa que eu ainda não tinha feito depois do meu término de namoro.

Só que o tempo, o grande esclarecedor da verdade, começou a mostrar como as atitudes deste rapaz se contradiziam com suas palavras. É tão estranho, que eu não sei nem muito bem como contar. Ignorando as temporalidades, vou me ater às coisas que mais me incomodaram.

Começou com pequenas observações sobre como eu sou e sobre como eu deveria ser. Comentou sobre como eu tava com bastante espinha e que eu deveria fazer uma limpeza no rosto. Depois, começou a comentar como eu ficaria bem se fizesse academia e aumentasse um pouco minhas coxas e bunda. Junto à isso, falou que iria mudar minha alimentação e começou a questionar se eu comia coisas saudáveis. Obviamente, à tudo isso respondi que eu não preciso de um dermatologista, personal trainner, ou nutricionista. Disse também que eu jamais mudaria meus hábitos se não fosse por vontade própria.

Após estes questionamentos à respeito do meu corpo, o rapaz começou a fazer pequenos comentários sobre meu comportamento. Tais quais o fato de eu ter muitos amigos homens. Ele fez um comentário de que não acreditava eu ter mais amigos homens do que mulheres, sugerindo que o que eu chamava de amigos na verdade não eram bem meus amigos, e sim caras com que eu já tinha ficado, e chamava assim pra não ficar "feio" pra ele. O fato de eu ser uma guria "de torcida" também o incomodou, ir aos jogos do inter, acender sinalizadores, isso não é comportamento de uma moça. Mas o que mais o intrigava, era o modo como eu sou "extrovertida", sobre como eu falo com os amigos sem timidez ou meias palavras. Ele disse que não tava acostumado com isso, pois considerava esse o comportamento de mulheres promíscuas (não usou essa palavra, mas deu claramente a entender). As mulheres que ele saía eram todas quietas, não tinham muitos amigos, aceitavam os "conselhos" que ele as dava. Também me falou que não gostava de loiras.

Foi então que eu fui para Bahia, numa viagem com a faculdade, Encontro Nacional de Comunicação. Tínhamos de conversar por ligação, porque whatsapp não era suficiente para ele - "não consigo conversar direito por mensagem". Ok. Conversamos durante a viagem de ida (foram 3 dias de viagem, pois fui de ônibus). Então o crédito do meu celular acabou, e eu avisei por whats que não poderia mais ligar. Não passaram 5 minutos depois disso, recebo a mensagem de que ele tinha colocado créditos para mim. Agradeci, mas falei que não precisava. Só que ele tinha a necessidade de que eu o ligasse, que ficasse quase uma hora contando sobre como estava sendo a viagem. Eu falei que não queria mais ficar pendurada no telefone, já que os meus amigos da viagem estavam todos juntos e eu separada no telefone. Ele questionou o fato de eu ter feito amigos tão rapidamente, e começou a dizer como eu estava sendo injusta, já que ele colocou créditos no meu celular e eu não estava merecendo o modo como ele estava me tratando. Ele disse que pensava uma coisa de mim, mas que eu era outra. Que estava me levando para namorada, quando na verdade eu era apenas uma "amiga para ficar".

Foi aí que eu cansei. Não estava acreditando em tudo aquilo que eu estava ouvindo, e também não estava acreditando no fato de eu já ter ouvido todas aquelas outras coisas e ter continuado. Fiquei puta. Irritada demais para ter qualquer discussão sobre como aquilo tudo era ridículo. Um machista e opressor que fala queridinho, e fica se explicando que na verdade eu é que entendia tudo errado do que ele falava.

Quando voltei, tentei argumentar dizendo o quão escroto e ridículo ele tinha sido comigo (fora as outras coisas que não contei aqui). Porém, ele não ouvia, só dizia que eu não tava entendendo ele. Que eu estava entendendo errado. Como eu era brava. Depois de tanto tentar argumentar e dizer como aquilo estava errado e que eu não queria mais aquilo, não queria mais sair com ele porque não gosto de relações assim nem de caras que agem assim, ele continuou achando que eu é que não o entendia. Falou que também não gostava de muitas coisas em mim, e que eu tinha que pesar as coisas na balança. E me adaptar. PORRA! EU NÃO QUERO ME ADAPTAR. EU NÃO TENHO QUE ME ADAPTAR.

Desisti de argumentar. Apenas concordei com tudo que ele disse e falei que realmente eu não estava entendendo nada do que ele queria, e que nunca ia entender. Ele estava ali perdendo tempo, e eu também. Tive quase que gritar: não vai rolar. Foi aí que ele entendeu. Consegui fazer com que ele fosse embora, me senti aliviada.

Uma semana depois, recebi uma mensagem dele, perguntando se ele poderia me apresentar um amigo. Mesmo irritada, apenas respondi que eu estava muito bem e não precisava que ele me apresentasse nada.

Enfim, que experiência horrível. Não calei diante dele, não aceitei. Mas senti. Senti muito. Me senti diminuída. Agradeço por ser empoderada e não querer mudar por ninguém. Mas me senti triste. Me senti como milhões de mulheres devem se sentir diariamente.

Mas digo a todas:

Você não deve nada a ninguém. Nem meiguice, nem delicadeza, nem beleza. Você não deve servidão a ninguém, não deve sexo, nem obediência. Você não deve absolutamente nada para um cara que foi legal com você. Você não deve nada ao mundo. Você deve apenas respeito, satisfação e amor-próprio a si mesma.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Eu gosto da liberdade

Esses tempos venho pensando: como eu gosto de ser livre! Eu adoro o fato de poder ir e vir sem ter de dar explicações. Adoro escolher onde posso ir sem precisar do consenso de outra pessoa. Ser livre é tão confortável, como andar sem sutiã. É uma sensação tão boa.

Não entendo porque as relações viram apropriações um do outro. Porque os relacionamentos mudam com o tempo? Porque mudamos com o tempo? Se é tão bom aquele início de relacionamento, porque mudá-los? Quem foi que inventou essa história de compromisso? Não se pode simplesmente estar com uma pessoa que gosta e também fazer outras coisas que gosta sem aquela pessoa?

Sei lá, talvez eu possa parecer louca, mas eu sou capaz de gostar de mais de uma coisa ao mesmo tempo. Eu gosto do que me faz bem. Me incomoda o fato de ter que escolher entre uma coisa e outra. Tipo, se você gosta de uma pessoa e quer ficar com ela, você tem que anular as outras pessoas que gosta, porque se você gosta de alguém só pode gostar dela? E se gosta de outras pessoas ou de estar também sozinha às vezes é porque teu sentimento por aquela pessoa não é verdadeiro? Não entendo.

Mas acho que não vou procurar entender, vou ser assim, já sou assim. Sou livre, e ai de quem intervir na minha liberdade. Não tenho medo de ficar sozinha, se preciso abdicar de estar com alguém para poder ser livre, abdicarei, sem nenhum problema. Viverei a minha vida feliz comigo mesma e com a minha liberdade. Não preciso de ninguém para me sentir plena.

É como uma dança, eu gosto de dançar sozinha, sem passos combinados, sem coreografia pronta. Se quiseres dançar comigo tudo bem, eu posso até gostar, mas não queira que eu dance junto até o final da música.