Este é um blog sobre os gostos, opiniões e experiências vividas por uma estudante de jornalismo, motoqueira, feminista e colorada.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Post nada a ver sobre meu sono
Tem algum problema acontecendo comigo. Não pode ser normal eu estar sempre com sono. Teoricamente, uma pessoa que consegue dormir ao menos 8 horas, deveria estar disposta no outro dia. Eu não consigo acordar disposta, nem se eu dormir umas 10 horas, ou mais.
Tudo bem que ultimamente eu ando dormindo meio tarde e acordando cedo. Mas mesmo quando durmo normal, fico do mesmo jeito. Devo ter muito sono atrasado. Tipo, essa noite eu dormi umas 8 horas, agora são quase 16h e eu to com meus olhos pesando.
Isso tem alguma coisa a ver com motivação? Será que tá faltando uma inspiração na minha vida, para que eu acorde tipo o Rodrigo Faro naquela propaganda da Vick? (link aqui: https://www.youtube.com/watch?v=0pfNQV3RfhY)
Se tá faltando não sei, mas espero que venha logo, porque tá foda esse sono eterno. De qualquer forma, acho que vou comprar uns Vick Pyrena.
Tudo bem que ultimamente eu ando dormindo meio tarde e acordando cedo. Mas mesmo quando durmo normal, fico do mesmo jeito. Devo ter muito sono atrasado. Tipo, essa noite eu dormi umas 8 horas, agora são quase 16h e eu to com meus olhos pesando.
Isso tem alguma coisa a ver com motivação? Será que tá faltando uma inspiração na minha vida, para que eu acorde tipo o Rodrigo Faro naquela propaganda da Vick? (link aqui: https://www.youtube.com/watch?v=0pfNQV3RfhY)
Se tá faltando não sei, mas espero que venha logo, porque tá foda esse sono eterno. De qualquer forma, acho que vou comprar uns Vick Pyrena.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Cultura machista na televisão
Estava eu ontem olhando o programa Encontro com Fátima Bernardes (às vezes isso acontece), eis que começa uma matéria sobre pessoas que brincam com caminhões de controle remoto. Daí eles falam um pouco sobre a paixão por caminhões, mostram os festivais, os caminhões, os caras falando sobre o hobbie.
Então a Fátima Bernardes chama uma convidada, que é caminhoneira há 5 anos. Depois de apresentar a mulher, um vídeo é reproduzido mostrando a "rotina" da moça (não lembro o nome) como caminhoneira. No vídeo aparecem imagens focando AS PERNAS dela caminhando ao lado das rodas, se maquiando dentro do caminhão, os objetos que ela leva, como um secador de cabelo.
Então, no local que eu estava assistindo essa matéria ridícula, surge uns comentários "ah, essa daí deve ser uma 'biscate'", "deve dar pra todos os caminhoneiros da estrada".
Fiquei pensando, PORRA! A mina é uma caminhoneira, tem toda a dificuldade de estar ali trabalhando num ambiente predominantemente masculino. E daí se faz um comentário sobre sua vida sexual ????? O que tem a ver? Não culpo quem pensou isso porque a matéria foi construída de modo que induz as pessoas a terem esse pensamento, reproduzindo esse tipo de comentário.
A matéria toda vai mostrar como ela é bonita (aliás tem todo um padrão: cabelos longos ondulados, loira, magra, alta), ao invés de mostrar a porra do trabalho dela e como ela é boa nisso. A reportagem é pautada nos atributos físicos e como ela é "bonitona mesmo sendo caminhoneira".
Reportagens como essa, só fazer crescer e tornar comum essa cultura do machismo. Até quando as mulheres serão destacadas apenas por seus atributos físicos? Quantas outras mulheres são caminhoneiras no Brasil? Quantas outras que não são loiras/altas/magras e que não tem destaque por isso?
Enfim, apenas um desabafo sobre um dos absurdos que vejo diariamente na TV.
Então a Fátima Bernardes chama uma convidada, que é caminhoneira há 5 anos. Depois de apresentar a mulher, um vídeo é reproduzido mostrando a "rotina" da moça (não lembro o nome) como caminhoneira. No vídeo aparecem imagens focando AS PERNAS dela caminhando ao lado das rodas, se maquiando dentro do caminhão, os objetos que ela leva, como um secador de cabelo.
Então, no local que eu estava assistindo essa matéria ridícula, surge uns comentários "ah, essa daí deve ser uma 'biscate'", "deve dar pra todos os caminhoneiros da estrada".
Fiquei pensando, PORRA! A mina é uma caminhoneira, tem toda a dificuldade de estar ali trabalhando num ambiente predominantemente masculino. E daí se faz um comentário sobre sua vida sexual ????? O que tem a ver? Não culpo quem pensou isso porque a matéria foi construída de modo que induz as pessoas a terem esse pensamento, reproduzindo esse tipo de comentário.
A matéria toda vai mostrar como ela é bonita (aliás tem todo um padrão: cabelos longos ondulados, loira, magra, alta), ao invés de mostrar a porra do trabalho dela e como ela é boa nisso. A reportagem é pautada nos atributos físicos e como ela é "bonitona mesmo sendo caminhoneira".
Reportagens como essa, só fazer crescer e tornar comum essa cultura do machismo. Até quando as mulheres serão destacadas apenas por seus atributos físicos? Quantas outras mulheres são caminhoneiras no Brasil? Quantas outras que não são loiras/altas/magras e que não tem destaque por isso?
Enfim, apenas um desabafo sobre um dos absurdos que vejo diariamente na TV.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Sobre andar de moto
Andar de moto é....
Odiar a chuva com todas as forças.
Sair com roupa de chuva e abrir um solão.
Sair sem roupa de chuva e chover. Muito.
Ficar completamente encharcada com uma garoa.
Ser perseguida por cachorros na rua.
Estar sempre à frente na sinaleira.
E ficar completamente agoniada quando não consegue.
Ficar puta com os carros que não deixam espaço para o
corredor.
Quase sempre ter alguns segundos de pavor.
Cantar como se estivesse fazendo um show.
E disfarçar quando para numa sinaleira.
Ouvir das outras pessoas para não andar mais de moto.
Estar sempre falando como é barato.
Afinal, com R$ 10,00 é possível andar por um bom tempo.
Fazer questão de enfatizar o quanto isso é mais vantajoso em
relação a quem tem carro.
E como tu consegue chegar mais rápido que eles nos lugares.
É ser pressionada por um carro querendo te ultrapassar.
E depois ultrapassá-lo quando ele fica parado no trânsito, e
pensar "há, otário".
É ter dias em que tu anda tipo velozes e furiosos.
E dias em que tu está afim de andar bem de boas.
É cair alguma coisa na tua cara quando está com a viseira
aberta.
É confiar de olhos fechados, quando espirra.
É contar o tempo que levou para chegar nos lugares.
E se achar quando
leva menos tempo que esperava.
É estar sempre com o cabelo desarrumado.
É estar sempre com o cabelo desarrumado.
Mas acima de tudo, andar de moto é sentir-se extremamente
livre.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Sobre as manifestações do dia 16
Gente, vou compartilhar aqui um texto que me contemplou, é de autoria do Leandro Fortes.
Primeiro, vamos combinar uma coisa: se você votou em Aécio Neves, nas eleições passadas, você não está preocupado com corrupção.
Você nem liga para isso, admita.
Aécio usou dinheiro público para construir um aeroporto nas terras da família dele e deu a chave do lugar, um patrimônio estadual, para um tio.
Aécio garantiu o repasse de dinheiro público do estado de Minas Gerais, cerca de 1,2 milhão reais, a três rádios e um jornal ligados à família dele.
Isso é corrupção.
Então, você que votou em Aécio, pare com essa hipocrisia de que foi às ruas se manifestar porque não aguenta mais corrupção.
É mentira.
Você foi à rua porque, derrotado nas eleições passadas, viu, outra vez, naufragar o modelo de país que 12 anos de governos do PT viraram de cabeça para baixo.
Você foi para a rua porque, classe média remediada, precisa absorver com volúpia o discurso das classes dominantes e, assim, ser aceito por elas.
Você foi para a rua porque você odeia cotas raciais, e não apenas porque elas modificaram a estrutura de entrada no ensino superior ou no serviço público.
Você odeia as cotas raciais porque elas expõem o seu racismo, esse que você só esconde porque tem medo de ser execrado em público ou nas redes sociais. Ou preso.
Você foi para a rua porque, apesar de viver e comer bem, é um analfabeto político nutrido à base de uma ração de ódio, intolerância e veneno editorial administrada por grupos de comunicação que contam com você para se perpetuar como oligopólios.
Foram eles, esses meios de comunicação, emprenhados de dinheiro público desde sempre, que encheram a sua alma de veneno, que tocaram você como gado para a rua, com direito a banda de música e selfies com atores e atrizes de corpo sarado e cabecinha miúda.
Não tem nada a ver com corrupção. Admita. Você nunca deu a mínima para corrupção.
Você votou em Fernando Collor, no PFL, no DEM, no PP, em Maluf, em deputados fisiológicos, em senadores vis, em governadores idem.
Você votou no PSDB a vida toda, mesmo sabendo que Fernando Henrique comprou a reeleição para, então, vender o patrimônio do país a preço de banana.
Ainda assim, você foi para a rua bradar contra a corrupção.
E, para isso, você nem ligou de estar, ombro a ombro, com dementes que defendem o golpe militar, a homofobia, o racismo, a violência contra crianças e animais.
Você foi para a rua com fascistas, nazistas e sociopatas das mais diversas cepas.
Você se lambuzou com eles porque quis, porque não suporta mais as cotas, as bolsas, a mistura social, os pobres nos aeroportos, os negros nas faculdades, as mulheres de cabeça erguida, os gays como pais naturais.
Você odeia esse mundo laico, plural, multigênero, democraticamente caótico, onde a gente invisível passou a ser vista – e vista como gente.
Você foi não foi para a rua pedir nada.
Você só foi fingir que odeia a corrupção para esconder o óbvio.
De que você foi para a rua porque, no fundo, você só sabe odiar.
Primeiro, vamos combinar uma coisa: se você votou em Aécio Neves, nas eleições passadas, você não está preocupado com corrupção.
Você nem liga para isso, admita.
Aécio usou dinheiro público para construir um aeroporto nas terras da família dele e deu a chave do lugar, um patrimônio estadual, para um tio.
Aécio garantiu o repasse de dinheiro público do estado de Minas Gerais, cerca de 1,2 milhão reais, a três rádios e um jornal ligados à família dele.
Isso é corrupção.
Então, você que votou em Aécio, pare com essa hipocrisia de que foi às ruas se manifestar porque não aguenta mais corrupção.
É mentira.
Você foi à rua porque, derrotado nas eleições passadas, viu, outra vez, naufragar o modelo de país que 12 anos de governos do PT viraram de cabeça para baixo.
Você foi para a rua porque, classe média remediada, precisa absorver com volúpia o discurso das classes dominantes e, assim, ser aceito por elas.
Você foi para a rua porque você odeia cotas raciais, e não apenas porque elas modificaram a estrutura de entrada no ensino superior ou no serviço público.
Você odeia as cotas raciais porque elas expõem o seu racismo, esse que você só esconde porque tem medo de ser execrado em público ou nas redes sociais. Ou preso.
Você foi para a rua porque, apesar de viver e comer bem, é um analfabeto político nutrido à base de uma ração de ódio, intolerância e veneno editorial administrada por grupos de comunicação que contam com você para se perpetuar como oligopólios.
Foram eles, esses meios de comunicação, emprenhados de dinheiro público desde sempre, que encheram a sua alma de veneno, que tocaram você como gado para a rua, com direito a banda de música e selfies com atores e atrizes de corpo sarado e cabecinha miúda.
Não tem nada a ver com corrupção. Admita. Você nunca deu a mínima para corrupção.
Você votou em Fernando Collor, no PFL, no DEM, no PP, em Maluf, em deputados fisiológicos, em senadores vis, em governadores idem.
Você votou no PSDB a vida toda, mesmo sabendo que Fernando Henrique comprou a reeleição para, então, vender o patrimônio do país a preço de banana.
Ainda assim, você foi para a rua bradar contra a corrupção.
E, para isso, você nem ligou de estar, ombro a ombro, com dementes que defendem o golpe militar, a homofobia, o racismo, a violência contra crianças e animais.
Você foi para a rua com fascistas, nazistas e sociopatas das mais diversas cepas.
Você se lambuzou com eles porque quis, porque não suporta mais as cotas, as bolsas, a mistura social, os pobres nos aeroportos, os negros nas faculdades, as mulheres de cabeça erguida, os gays como pais naturais.
Você odeia esse mundo laico, plural, multigênero, democraticamente caótico, onde a gente invisível passou a ser vista – e vista como gente.
Você foi não foi para a rua pedir nada.
Você só foi fingir que odeia a corrupção para esconder o óbvio.
De que você foi para a rua porque, no fundo, você só sabe odiar.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Primeiro Post
Então, resolvi criar este blog para falar sobre as coisas que me vêm à cabeça, que muitas vezes guardo só para mim e ninguém vê. Não que vá fazer diferença para ti saber sobre o que penso, mas acredito que a troca de ideias é uma experiência enriquecedora, tanto para quem expõe como para quem vê.
Aqui vou escrever minhas opiniões, trazer coisas que eu curti por essa internet, reclamar de coisas que não curti. Enfim, essas coisas. Não sou muito de ficar expondo minha opinião, e acho que este blog vai me ajudar nisso.
Então migs, eu compartilharei as minhas "danissidades" e espero que goste, e exponha sua opinião também.
Beijos de luz.
Aqui vou escrever minhas opiniões, trazer coisas que eu curti por essa internet, reclamar de coisas que não curti. Enfim, essas coisas. Não sou muito de ficar expondo minha opinião, e acho que este blog vai me ajudar nisso.
Então migs, eu compartilharei as minhas "danissidades" e espero que goste, e exponha sua opinião também.
Beijos de luz.
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