Estou escrevendo para dizer que você pode ficar por mais tempo, não precisa ser visita não... Fiquei sabendo que só vai aparecer hoje e depois vai sumir de novo. Acho melhor tu e a Chuva se combinarem, pois estão ficando por tempos errados nos lugares!
Enfim, Sol, só queria dizer que estava com saudades, aparece mais vezes, por favor!
Danielle, que lindo... Raras às vezes em que palavras tão sucintas me puderam alcançar tão fundo a alma. Poucas e breves, mas tocantes como poesia. Me fizeram sentir um pouco mais grato, um pouco menos egoísta e portanto muito mais feliz. Na tua emoção aqui embebida no que há de mais terno na criatura humana, tuas palavras me redirecionaram o pensamento em solidariedade e disposição para o voluntariado junto às vidas que agora penam por efeito das intempéries que tão severamente têm assolado nosso Estado... Porém, não obstante, quando desabafas ao Sol declarando que nada, nem mesmo ele em demasia faz bem, rememoro, entre tantas lições de humanidade intrínsecas nestas tuas encantadoras falas, algo que arrogantemente julguei que me seria inesquecível: o poder da leveza, do equilíbrio e da gratidão. Que não soe exagero meu, mas me fizeste também repensar o descontentamento, a presunção e a tristeza. Querer abrandar o coração afim de, resignado, acatar e respeitar a soberania da vida e seus desígnios sobre todos nós. Me fizeste também querer parar de exigir isso e aquilo empilhando inutilmente coisas e pessoas. E aprender a pedir. E aprender a não receber. Mas principalmente, aprender a não receber. Pude também sentir o poder destrutivo da ânsia dos que, por mais naturais, tal a chuva que não cessa nem que se lhe implore uma trégua, transbordam-se noutras almas encurralando-as em suas densas correntezas ao invés de brindá-las de tempos em tempos permitindo-as a glória de uma saudade que é bendita. Tenho para ti agora também menos que poucas palavras, pois são penas duas: muitíssimo grato.
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